quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Îles Malouines.

Îles Malouines.

Os motores pararam,
já o coração,acelera.
Será menos um a combater,
um cessar fogo no círculo do fogo.
Perdemos altura e o sangue escorre,
enquanto a bala perfura as víceras de "argentum".
Malvinas se cala!
os verdadeiros homens do caos se escondem,
em trincheiras tão profundas
não cravadas na terra,
politicamente patriotas e tão covardes,
inflando seus egos e alardes,
enquanto "meros" soldados do fronte,
de frente com a morte,
são peças do acaso,
resultantes de circunstâncias,
são vidas ou números?
O própio descaso!
Seria Velasko ou seria Wilkinson?
Quem são,você sabe!
Agora que estão expostos,
quando a terra não cobriu
o rosto de um cadáver,
e tantos outros putrefaram
por ideia tão de outros,
e aqueles soberanos
que beijaram uma vez a  terra,
veem a vida como tolos
como se eles próprios
não morassem nela.

Para Neil Wilkinson e Mariano Velasko, " peças de circunstâncias".

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Valor

Se um dia decidirem que a vida assim valia,
vão desconstruir todo esse mundo destruido.
Rejeitar de vez todas misérias,
de endireitar da Paraíba ao Reino Unido.
A vida do povo que se morde de fome,
E daqueles homens que não estão no retrato.
Na política ninguém acredita,
nem mesmo os tolos que só ouvem os fatos,
e se fartam da miséria de muitos.
Tem os replicam sem mera pergunta,
o que as telas insistem em dizer.
Por onde andam os valores da vida?
Para os que acreditam,
Só Deus é que há de saber.
Eu penso que se Deus tiver uma boca,
ele deveria se mover e prover,
A distribuição do "pão que é vida",
e mesmo multiplicar mais o peixe,
Porque tem muita mãe por ai,
que já não aguenta enterrar os seus filhos,
que a fome levou logo cedo,
e que a terra há de comer.
E não deixe que as telas se tornem,
só um meio de dominação,
porque eu até acho que
esse mundo tem jeito,
eu só não sei se ele tem coração.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Assim.


Escrevo pra você,
Porque sempre achei que você poderia
Ser um pouco mais do que só triste.
Acredita?
A vida pode parecer menos fria,
Quando você resolver abrir um sorriso.
E esse sorriso nem precisa ser pra mim,
Poder ser um sorriso assim, a esmo,  
E com uso moderado de cinismo,
Afinal, com moderação até veneno pode curar.
Colocar seus pés no chão pode ser bom,
Num meio termo confortável de despreocupação.
Pode ser que duas coisas tão próximas que parecem uma,
Com uma força grande, aparentemente alegre e imensamente sincera,
Um dia se separem.
A inteligência não deve ser mais forte que o coração,
E o coração, em contrapartida, não pode ser débil.
Não sejas ardiloso,
Não tome pra si o que não concordas,
Seja “político”, mas,
Não finja gostar de quem,
E do que não gostas.
Evite que as pessoas sejam degraus.
Não ignore a vida de quem você não conhece,
Procure não se achar chato por não ser amigo de todos.
Evidente que o mundo não é só bonito,
Existem inocentes que perdem as suas vidas,
E será assim sempre.
Bandidos podem se dar bem na vida,
A justiça não exercerá sempre o seu papel com vigor,
Existem políticos bons,
Porém, a mídia jamais deixará de ser uma indústria voraz,
E a imparcialidade não está no cardápio,
Afinal, o mercado terá sempre dono,
E este formará sempre seu bando de escravos.
Tudo sempre apresenta uma contradição,
Não me diga que você não pensou em nenhuma,
Acerca do que eu escrevi até agora?
Pensar diferente é muito bom,
Desde que a discussão seja pacífica,
E que a exposição nunca se torne um tipo de imposição.
Por último,
Não acredite que eu pense assim todos os dias,
Pois, amanhã acordarei diferente,
E ao reler estes escritos,
Certamente algum deles,
Eu refutarei com vigor.
E eu digo, por fim, o que eu quero:
Quero que a vida jamais seja uma resposta,
E sim uma pergunta contínua,
Pois, nunca teremos verdades incontestáveis,
Exceto,quando encontrarmos finalmente a morte.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Alguém tem que colocar seus pés no chão.


Às vezes diziam pra mim que tudo o que está ruim pode piorar, porém, ainda que este fato soe evidente, eu sempre insistia em duvidar. Entretanto, há alguns dias isso ficou mais claro quando eu reparei, que do lado de todo hospital tem uma funerária...
Se eu tivesse percebido isso antes, acho que teria tido menos surpresas na vida.
Afinal, alguém tem que colocar seus pés no chão,mas, continue olhando pra frente.

sábado, 26 de novembro de 2011

Quem sou eu?

(Resposta a pergunta mais imbecil dos perfis internéticos)


Pergunta insólita,
Afinal,ninguém acorda “José” todos os dias.
Ninguém sonha sempre o mesmo sonho todos os dias,
E nem deseja o mesmo desejo todos os dias.
Porque é que eu tenho que me definir então?
Defina para mim o gosto salgado,
E o céu de cada minuto...
Quem é você que quer que eu me defina?
Você não quer saber quem eu quero ser?
Eu quero ser a utopia,
De saber me definir,
A imagem intocada,
Com emoção enérgica e orgástica,
O ápice dela, sempre!
E não ser pulsante e variável.
Mas ao mesmo tempo, agora,
Percebo que existe um encantamento bom, sutil e triste,
De viver em mutação,
E de pensar diferente.
Não quero ser estático.
Acabo de me definir indefinido,
Assim prefiro.

"Ressonhar"

A vida não te exime do amor,
Nada te exime da morte.
Tudo que construístes na vida,
Requer um pouco de dor,
E um tanto além de um pouco de sorte.
Encontramos almas perdidas pelas ruas,
Que rastejam porcamente pela vida.
E agora já chega!
Chega?
Não vá além!
Coçar a cabeça,
Pensar e alcançar!
De tudo que se deseja,
Nem tudo se tem.
Um pra sempre quem sabe,
No dia seguinte se foi.
Recordar os teus sonhos,
Pode soar como sonhar novamente.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Lavra a palavra

A saliva que lava,
Um salto que salve,
É algo como,
Um tiro na água.
Do suor que se lavra,
De onde surgir,
Um pouco de fé,
Tampouco milagre,
Fantasia de alma,
Mesmo quando não der,
Vale todo o trabalho,
Palavra.