sábado, 26 de novembro de 2011

Quem sou eu?

(Resposta a pergunta mais imbecil dos perfis internéticos)


Pergunta insólita,
Afinal,ninguém acorda “José” todos os dias.
Ninguém sonha sempre o mesmo sonho todos os dias,
E nem deseja o mesmo desejo todos os dias.
Porque é que eu tenho que me definir então?
Defina para mim o gosto salgado,
E o céu de cada minuto...
Quem é você que quer que eu me defina?
Você não quer saber quem eu quero ser?
Eu quero ser a utopia,
De saber me definir,
A imagem intocada,
Com emoção enérgica e orgástica,
O ápice dela, sempre!
E não ser pulsante e variável.
Mas ao mesmo tempo, agora,
Percebo que existe um encantamento bom, sutil e triste,
De viver em mutação,
E de pensar diferente.
Não quero ser estático.
Acabo de me definir indefinido,
Assim prefiro.

"Ressonhar"

A vida não te exime do amor,
Nada te exime da morte.
Tudo que construístes na vida,
Requer um pouco de dor,
E um tanto além de um pouco de sorte.
Encontramos almas perdidas pelas ruas,
Que rastejam porcamente pela vida.
E agora já chega!
Chega?
Não vá além!
Coçar a cabeça,
Pensar e alcançar!
De tudo que se deseja,
Nem tudo se tem.
Um pra sempre quem sabe,
No dia seguinte se foi.
Recordar os teus sonhos,
Pode soar como sonhar novamente.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Lavra a palavra

A saliva que lava,
Um salto que salve,
É algo como,
Um tiro na água.
Do suor que se lavra,
De onde surgir,
Um pouco de fé,
Tampouco milagre,
Fantasia de alma,
Mesmo quando não der,
Vale todo o trabalho,
Palavra.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Aos Poetas

Posto esse video em homenagem a todos os poetas do mundo,que com suas escritas confortam a minha existêcia, em especial a um eterno professor de Literatura que deixou este mundo no fim da semana passada.Essa pessoa muito me incentivou a escrever, porém, de forma indireta,abrindo minha mente e meus olhos para aquilo que se esconde por detrás das letras.

http://www.youtube.com/watch?v=a-HDwM3jebY

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Sublime chá de coragem.


Encontro a noite em Ouro Preto.
A cidade anoitece em prece,
Sem pressa e em tons de cinza.
Sim, é véspera de quarta-feira de cinzas,
E nada me afeta até então.
O sorriso é bonito, sublime permeando o subliminar.
Poemas de pessoas,
Poesias em pessoa,
Versos de Pessoa.
Colhi as flores,
Cuidei delas,
A ao contrário do menino travesso,
Jamais pude esquecê-las.
Ao compasso da rede,
Senti um vento frio,
Desses que se esfregam nas pontas das serras,
Se assim não fosse,
Não seria Ouro Preto.
Enveredam então pelas ladeiras.
Ouro Preto,
Sempre te quis em noite assim,
Debruçado em uma janela,
Os cotovelos apóiam os horizontes,
A contemplar a noite que cai.
Em ti Ouro Preto,
De companhia tão franca,
E de sorriso sincero.
Caia em mim Ouro Preto.
Onde o lirismo dos artistas do barroco,
Perfuram e criam moradas no âmago de qualquer ser,
Penetram na aridez (pacífica),
De qualquer coração.
Reze por mim Ouro Preto,
Quando buscar entender os tapetes,
Após a quaresma.
Estenda-me tuas mãos,
Deixe o vento adentrar a janela,
Deixe que eu rememore,
Debruço-me na janela,
Quando quiseres.
Sempre o que quiseres de mim.
Saudades eu sinto.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Do tempo.

 
E se o segundo seguinte for o meu futuro real,
Vou sentir arrepios,quem sabe?
Querendo cuspir em você os meus medos...
O que me custaria ser plenamente puro,
Fazendo de mim um homem inconteste?
Não dançando conforme a dança,
Ainda que tentasse a diferença,
Seria sempre igual.
Eu rabisco a minha vida,
Rabisco uma folha falando ao telefone.
A vida vai pulsando,
Mesmo que o sono,
Deseje apagar-me.
A vida corre,
A vida escorre,
Entre os vãos apertados e suados de seus dedos.
Você segue tenso,
Nem toda sua força,
Nem toda tensão de seu corpo é capaz de anular o tempo.
Vamos morrendo aos poucos,
No futuro do segundo seguinte.
Esperando...pulsando....vivendo...
A impotência de impedir o tempo,
Que impele a vida.
É aquele que corre,
Areia de ampulheta,
Água que corre pro ralo seguindo o caimento...
É o que há e de existência certa,
Do que é justo e injusto,
Donde vai dar o caminho?
Ele vai.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Aspirações de uma alma aflita.

O mundo nos pés e o tempo nas mãos.
Abrem-se janelas.
O vento trás o pólem,
A noite trás o sono.
Não amamos quando queremos,
Beleza pode sim ser sofrimento.
O dia quem sabe é futuro,
De quem vive para o tempo.
Não resisto ao furor da idade,
A qual a alma necessitada grita,
Pano de fundo para um sonho estranho,
Aspirações de uma alma aflita.
É a televisão que acalenta,
quem realmente necessita?
Situações que me provocam,
Apatia me instiga.
Pra quem gosta deste mundo,
Eu sou um chato de outro planeta.